Meu coração ainda pulsa
Nos objetos que meu corpo pode alcançar
Meus olhos febris esquadrinham o quarto
À procura de um rosto no qual pousar
A noite vibra de nuvens que acariciam
A minha pele, na face
Tingida de sangue, ardendo sob o sopro
Das estrelas
E são as luzes então fogos de artifício
Brincando com minha consciência rasa.
Minhas cores se perderam,
Banham-se no azul mimoso dos fins de tarde.
Já não possuo peso.
Nem casa. Ou sobrenome.
Sou apenas daquilo que me enerva
Que me enoja. Ou amedronta.
Perdi-me no infinito dos planos
Que se expande em meus sonhos quebrados,.
Ainda assim, sonho.
Opto pela incapacidade de resistir.
Sedutoras almas que me penetram,
Laceradas, de costas riscadas, desgastadas.
Desfazem-se de suas essências e
De repente, tudo é fracasso.
Apenas o medo me prende a este plano
Os pés seguros em mãos delicadas.
Não hesito em falhar com as coisas,
Falho em temer as pessoas,
Temo estar só.
Monday, October 12, 2009
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