Thursday, March 27, 2008

Poema do Ele Menino

Amo-te por seres ainda menino que insiste em brincar de homem. És meu – menino. E eu, se um dia fui razão, hoje sou apenas tua. Maldigamos a realidade se aqui dentro somos apenas nós. Não sinto mais o tempo ao teu lado, apenas as dúvidas de um amor que floresce. Sonho gastar os dias a teu lado enquanto decifro teu perfume em minha pele. Doce, para me arrancar sorrisos, ou intenso o bastante para que nunca te percas em minha memória.

Cecília

És tão doce, minha menina...
Tão ingênua e bela como nunca vi igual
Teu riso que me faz rir,
Teu pranto me que lacera.

És de todas a minha preferida, pequena.
Minha - pequena - amada, minha - pequena - irmã.

Quero

Amor puro, justo e belo.Apenas desmedido como o infinito e despretencioso como uma flor. A flor pequena e formosa, que do meu jardim é a mais cheirosa. Já é nosso todo ele, desde os teus olhos que me aprisionaram no espaço. Decorei-os com tanto esmero, que mesmo fechados no escuro, aindaos vejo brilhando. Por isso te amo além das palavras que agora perdi o modo de usar, te amo, não cansarei de repetir. de minuto a minuto, todos os dias, e enquanto for capaz.

Crueldade

Odeio o poder que ainda exerces sobre mim. Ações que se estendem por conta própria. Desejo que nunca tenhas consciência de fatídico poder. Porém, odeio-me ainda mais por ser ao mesmo incapaz de endurecer minha alma, não perdendo a ternura da essência. Àquele que viver, peço que me relate a dor de quem bate. Dor a qual não me dei o trabalho de ignorar, como tantos outros dão.

Ao pequenino

Pertenci-te ao primeiro olhar. O primeiro, nunca esquecerei. Teu rosto junto ao meu denunciando tua redenção. Refleti minha imagem na tua íris, propositadamente intensa, para que ali ficasse impressa. Talvez o domingo te traga de volta a mim. Para que eu possa mais uma vez, ou só mais uma, observar-te dormir com os ares de dono do mundo. A tez desprevenida, corada de sangue, o ritmo inigualável dos teus beijos e a temperatura de tuas mãos. O murmúrio da tua respiração de anjo caído. Tanto medo do mundo lá fora; Anjo caído, meu anjo.

Passado

Queria desfazer-me em gentilezas. Dizer-lhe doces frases ao pé do ouvido, justificar as minhas faltas e curar suas feridas. Durante o nosso tempo tentei negar a veracidade do que lhe dizia. Poupar-me enquanto fosse possível - ainda bem que este tempo acabou. Caí desprotegida na realidade, porém, não a tenho como ruim. Talvez continuemos assim, isto não me machuca mais. Tão próxima que já não sei se a mão que lhe toca é minha. Alguém me disse para voltar para casa. Mas a minha única casa é em você...