Continuamente presa à terra
Sinto ela me querendo à distância
Me puxando cada vez mais perto
Força dentro de mim
Me atraindo sem parar
Gosta de brincar com meus sentidos
Me deixa tonta, me joga no chão
E mesmo assim nunca é o bastante
Me quer sem roupa, de olhos fechados
Oscilando em fluidez
Sempre mais forte, sempre pra baixo
Escorro sem parar
Como o vidro nos meus sonhos
De tão intenso reflexo, analítico
Em todas as cores e em cor nenhuma
Queimo
Fogo na terra, brotando da poeira
Das folhas secas em marrom e amarelo
Craquelando do céu ao chão, de ponta-cabeça
Sem jamais perder raiz
Wednesday, August 12, 2015
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