Thursday, March 27, 2008
Ao pequenino
Pertenci-te ao primeiro olhar. O primeiro, nunca esquecerei. Teu rosto junto ao meu denunciando tua redenção. Refleti minha imagem na tua íris, propositadamente intensa, para que ali ficasse impressa. Talvez o domingo te traga de volta a mim. Para que eu possa mais uma vez, ou só mais uma, observar-te dormir com os ares de dono do mundo. A tez desprevenida, corada de sangue, o ritmo inigualável dos teus beijos e a temperatura de tuas mãos. O murmúrio da tua respiração de anjo caído. Tanto medo do mundo lá fora; Anjo caído, meu anjo.
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