Estava então tudo parado
numa trégua entre o tempo e eu.
Outra tarde quente de frente pro mar
e a maresia nos abraçando.
Braços e pernas entrelaçados,
meus dedos brincando nos seus cabelos,
minha boca sorri sedenta de você,
meus olhos mergulham e a mente se deixa levar.
Uma tarde com a pele salgada,
olhando o mar zombar da praia.
Rindo dos outros e de nós mesmos,
contando as cores de um céu saudoso de outras vidas.
Saltar nunca foi problema.
O medo está no que vem depois da queda:
água entrando pelos ouvidos e nariz,
o corpo impotente se chocando contra as pedras.
Você saltou, eu saltei.
Pensar demais só atrapalha
e o mar brincava de nos afastar,
só pra nos jogar de novo nos braços do outro.
Quis lhe trazer pra dentro de mim.
Meu propósito e minha maldição.
Nunca escapamos de fazer planos
quando só existe passado e futuro.
As ondas quebram trazendo lembranças
de muito-tempo-atrás ou de ontem-mesmo.
Ondas mais fortes, ondas mais fracas;
dentro da cabeça ou no mar.
Se o mar arrastasse com ele o tempo,
seríamos Índico, Pacífico e Atlântico.
Da parte que está longe, mas logo chega.
Promessa de vida inteira, não mais pela metade.
e o mar brincava de nos afastar,
só pra nos jogar de novo nos braços do outro.
Quis lhe trazer pra dentro de mim.
Meu propósito e minha maldição.
Nunca escapamos de fazer planos
quando só existe passado e futuro.
As ondas quebram trazendo lembranças
de muito-tempo-atrás ou de ontem-mesmo.
Ondas mais fortes, ondas mais fracas;
dentro da cabeça ou no mar.
Se o mar arrastasse com ele o tempo,
seríamos Índico, Pacífico e Atlântico.
Da parte que está longe, mas logo chega.
Promessa de vida inteira, não mais pela metade.
Do que é meu e não me pertence
Do que sou eu quando somos plenos
Pipoca, pizza, preguiça, pôr do sol e muitamor.
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